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sexta-feira, 19 de junho de 2015

FAMÍLIA, FAZEI TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS!

Pr. Gomes Silva

No momento em que o Mundo dá as costas para o Senhor que o fez (leia-se povos), fazer tudo para a glória de Deus parece sui generis para alguns. O apóstolo Paulo não enxergou dessa forma, razão pela qual ele escreveu com muita propriedade: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31).

Tudo, sim, inclusive a família, os filhos, o trabalho etc. Contudo, precisamos entender que tudo vem de Deus e para o Senhor devemos viver em sociedade cuja base é a família. Mas, como foi a instituição da unidade familiar? E qual será o seu futuro? Vejamos

I. COMO SE DÁ A FORMAÇÃO DE UMA NOVA FAMILIA?
Em qualquer cultura ao redor do planeta, encontraremos uma cerimônia especial de casamento e esta cerimônia sempre mostra dois princípios:

1. SEPARAÇÃO
a) Homem e mulher devem deixar a sua casa paterna e formar uma nova unidade familiar;

b) Não existe casamento sem a separação do casal dos seus lares paternos;

c) O ato físico de saída do lar é importantíssimo, pois quebra o vínculo de dependência e forma uma nova célula familiar independente;

d) De acordo com a Bíblia, enquanto solteiros, estão sob a responsabilidade e disciplina de seus pais, mas no momento em que dizem “sim”, esta responsabilidade e disciplina tornam-se mútuas, pois eles formaram uma nova família;

e) Muitas pessoas têm passado por problemas e dificuldades no casamento por não entenderem e praticarem o princípio da separação.

2. RESPEITO
a) A nova unidade familiar merece o respeito de seus pais e de toda a sociedade;

b) Ninguém pode interferir no casamento.

c) Homem e mulher que formam uma nova unidade familiar são responsáveis por sua própria vida e manutenção;

d) Os pais devem entender esse princípio e respeitar a nova família, deixando que ela viva da forma que decidiu;

e) Se por acaso, os dois enfrentarem alguma dificuldade difícil de resolver no casamento e pedirem ajuda, os pais devem estender as mãos, porém nunca interferindo no relacionamento e interdependência de marido e mulher.

Agora, os casais precisam conhecer algumas atitudes que evidenciam o amor, coroa do relacionamento e da obediência ao Senhor. Eis algumas, segundo o estudioso Jaime Kemp (Estudo: O Amor é Lindo! In.: Devocionais para Casais – Editora Hagnos. São Paulo - 2010. P. 174).

1. Compromisso - Amar é comprometer-se com a outra pessoa até que a morte os separe.

2. Amizade - Infelizmente, muitos casais esquecem que a amizade deve cultivada como uma planta.

3. Respeito - O que é respeitar o cônjuge? É valorizá-lo e não se sentir ameaçado por ele. Significa, também, fazer exigências inflexíveis, não intimidar, dar espaço para ele se expressar, até mesmo errar; é saber tolerar suas fraquezas.

4. Misericórdia - Ela deve ser demonstrada especialmente quando o cônjuge está enfrentando algum problema. Em assim sendo, os casais devem ter disposição para perdoar.

5. Aceitação mútua - Aprender a superar as falhas, os comportamentos irritantes e idiossincrasias.

6. Silêncio intencional – Silenciar as críticas destrutivas, substituindo-as por palavras e atitudes tolerantes. Nunca é demais utilizar-se de palavras que alegrem o coração do seu cônjuge.

II. SEXO É PARA O CASAMENTO - GN 2:24
Esse versículo também fala sobre o relacionamento sexual. O texto diz: ... e se unirá a sua mulher.

Aqui se refere à união sexual. De acordo com o pastor Edison Queiroz (In.: 40 dias de Jejum e Oração em favor da família - 2010), "os dois deixam a casa de seus pais e agora, dentro desta nova unidade familiar, sob a bênção de seus pais, da igreja e o testemunho da sociedade, tem a união legítima dos corpos”.

Deus preparou a relação sexual para o casamento. Por isso, a Bíblia é contra sua prática fora do casamento.

Aliás, Deus criou o sexo para duas finalidades:

1. DEMONSTRAÇÃO FÍSICA DO AMOR

Ainda de acordo com Edison Queiroz, o relacionamento sexual é a demonstração física de que os dois se amam e são parte um do outro.

a) Mas não se pode esquecer que o Diabo é especialista em deturpar as coisas de Deus criou e, nesta área, infelizmente, muitos não se dão conta dos problemas graves que surgem de uma relação sexual ilícita.

b) Lembra aquele estudioso, que vivemos numa sociedade em que a libertinagem tem tomado conta de diversos segmentos. A TV está mostrando práticas sexuais contrárias à Palavra de Deus e muitos estão aceitando: a homossexualidade (Homem com homem, mulher com mulher), traição dentro do casamento, o que é pecado, conforme Romanos 1:18-32.

c) Atualmente, as relações sexuais praticadas longe do casamento são praticadas e aceitas com muita naturalidade, mas a Bíblia afirma claramente que isto é pecado e traz suas consequências.

d) O relacionamento sexual fora do casamento produz culpa, traumas, deixa marcas, e muitos outros problemas que somente Jesus Cristo pode solucionar (Mateus 11:28-30).

Todavia, a relação sexual legítima, conforme Queiroz, deve ser com amor verdadeiro, dentro do casamento, e não por prazer egoísta e momentânea fora dele.

2. PROCRIAÇÃO
Um dos resultados da relação sexual é a gravidez, que é uma bênção de Deus. A própria Bíblia diz em Salmos 127:3 – “Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que Ele dá”.

a) O nascimento dos filhos também é uma confirmação da aprovação divina de uma nova unidade familiar. Essa é a forma como Deus mantém a vida humana em sociedade.

b) A criança que nasceu logo formará também sua unidade familiar. Assim, o ser humano cumpre o mandamento de Deus de se multiplicar e encher a terra, conforme está escrito em Gênesis 1:28.

III. O CASAMENTO É INDISSOLÚVEL
“Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” Gênesis 2:24.

Já  vimos os dois primeiros princípios desse texto: Separação e União sexual. O terceiro princípio é que o casamento é indissolúvel (Que não pode ser dissolvido, dividido, desmanchado. Sempre será aquilo. Não vai se separar). E o texto diz: “e eles se tornarão uma só carne”.

O casamento é um compromisso sério, para a vida toda. E o próprio Jesus Cristo, que é contra o divórcio (Mateus 19:3-9), fala de três situações a respeito do divórcio.

a) O QUE DEUS UNIU, NINGUÉM O SEPARE
1. Na união sexual, o homem e a mulher formam uma só carne, e ninguém poderá separá-los.

2. Vivemos numa época em que o divórcio é tão simples que pode ser feito pela internet.

3. A nossa sociedade aceita essa prática de uma forma tão natural, que muitos já se casam sem compromisso, porque sabem que se houver qualquer dificuldade, simplesmente quebram sua palavra e pratica o divórcio.

b) NO PRINCÍPIO NÃO FOI ASSIM
No texto citado, Jesus está explicando que o plano original de Deus é o casamento para toda a vida, por algumas razões:

1. A entrada do pecado no mundo, mais precisamente no Jardim do Éden, e com ele a quebra dos valores fundamentais para a vida em sociedade, é a razão dos conflitos nos casamentos que provocam o divórcio.

2. A família tem sido atacada pela mídia, que veicula programas em que a desonestidade e a infidelidade parecem virtudes, e onde o divórcio, a mentira, a desobediência e rebeldia são aceitáveis, modernos e vantajosos.

Mas uma coisa posso garantir pela Palavra de Deus: A verdadeira felicidade acontece quando você é honesto, fiel, amoroso e cumpre suas promessas feitas ao seu cônjuge em três momentos: Quando declara amor por ela e diz que ela é menina mais linda do mundo; quando a pede em noivado/casamento e quando está à frente do oficiante do matrimônio e das testemunhas.

Quando o apóstolo Paulo diz que devemos fazer tudo para a glória de Deus, ele está dizendo “tudo”. Além do comer e beber, devemos fazer tudo para glorificar o nosso Senhor também no namoro, noivado, casamento, vida profissional e vida espiritual, pois, como sabemos o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre (1Co 10.31; Sl 73.24-26; Jo 17.22,24).

Então, jovens, formem uma família e vivam felizes, porém reconhecendo que Deus instituiu a família para viver para sempre. Todavia, cuidem-se para não cair na tentação do sexo ilícito, uma vez que o Senhor deixou a relação sexual para ser vivida dentro do relacionamento conjugal com o propósito de demonstrar amor fisicamente e a procriação como forma de multiplicar e encher a terra - Gênesis 1:28.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Jesus acalma as tempestades conjugais

Pr. Gomes Silva

A Bíblia mostra de Gênesis a Apocalipse, com especial destaque nas páginas do Novo Testamento, a grandeza e o poder de Jesus Cristo; sua morte na cruz para remissão de pecados e sua ressurreição três dias depois, proporcionando ao arrependido a rica oportunidade de viver uma eternidade na presença do Senhor. Claro que muitos não acreditam nas Escrituras enquanto que outros preferem conviver uma vida independente de qualquer interferência divina, mas isso é questão de livre arbítrio de quem ainda não compreendeu o objetivo da mensagem bíblica.

No entanto, uma passagem das Escrituras merece uma primorosa reflexão por cada leitor: Mateus 8:23-27. Ela mostra claramente Jesus Cristo acalmando as procelas em pleno meio do mar. Hoje, inúmeros temporais tem alcançado a individualidade de muitas pessoas, famílias, igrejas, escolas, porém existe uma alternativa: O Criador.

A referência bíblica citada acima apresenta Jesus Cristo embarcando num barco, juntamente com seus discípulos, e entrando no Mar da Galiléia cuja largura é imensa. Quando eles alcançam o meio, a tranqüilidade deu lugar à preocupação em função do temporal de vento e as ondas fortes que cobriam o barco. Menos para Jesus.

O casamento, por exemplo, não está isento desses temporais. De início, muita expectativa, preparação, corre-corre para que tudo dê certo no dia escolhido para a grande cerimônia. Segue-se a caminhada até que a morte separe os cônjuges, vivenciada com alegria, prazer, passeios, filhos etc. Todavia, quando menos se espera surgem as tempestades: Ciúme, indiferença, falta de diálogo, falta de compreensão, falta de respeito, falta de carinho e muitas outras coisas.

Diante daqueles imprevistos, os discípulos recorreram a Cristo, que estava repousando na popa do barco. A expressão que despertou o Senhor foi forte: “Salva-nos, Senhor! Havia fé nos discípulos no agir de Jesus? Sim. Mas, Cristo fez uma acusação: “Por que temeis, homens de pequena fé”. Cristo chamou essa atitude deles de falta de fé, porque no momento de apuro, se tornaram nervosos, perderam a calma, gritaram conturbados e chegaram a se irritar.

Da mesma forma, existem muitas pessoas que ficam nervosas, perturbados, perdem a esperança e murmuram quando as intempéries surgem na sua vida ou no seu relacionamento conjugal, esquecendo, assim, de recorrer à terceira pessoa (e a mais importante) dentro da formação familiar: Jesus Cristo. Ou seja, essas atitudes se dão geralmente quando as pessoas querem eliminar os problemas sem a participação de Deus.

Pelo relato bíblico, as tempestades aumentaram e os discípulos não tiveram outra coisa a fazer senão a de recorrer a Jesus Cristo, que estava dormindo, descansando com a cabeça sobre um travesseiro. Todavia, alguns detalhes nessa história nos chamam a atenção: 1) Os discípulos conheciam o mar e o clima da região, já que eles viveram a maior de suas vidas exercendo a profissão de pescadores; 2) Eles conheciam as épocas em que surgiam as tempestades; 3) Eles estavam acostumados a enfrentar grandes temporais. Só que naquele dia as tempestades foram maiores e eles ficam apavorados razão pela qual despertaram Jesus: “Salva-nos, Senhor! porque vamos morrer”. O Filho de Deus se levanta e repreende o vento e o mar. E todos ficaram admirados, perguntando: Quem é esse que até o mar e o vento lhe obedecem?

Muitas pessoas proclamam Jesus como Senhor de suas vidas e até garantem: “Eu e minha casa servimos ao Senhor”. Mas isto, na maioria dos casos, só dura até surgirem repentinamente as aflições, o perigo extremo e as piores dificuldades. Quando os discípulos despertaram ao Senhor, sabiam que só Ele era a solução, com dois detalhes a serem considerados: 1) Porque aqueles “estudantes” da escola divina conheciam Jesus Cristo há algum tempo; e 2) Eles tinham intimidade com Cristo a ponto de incomodá-lo em seu repouso a qualquer hora do dia ou da noite.

Essa intimidade com Cristo, no entanto, não será formada em um único momento. Leva tempo e disposição para se buscar o Senhor, andar com o Senhor, comer com o Senhor, reverenciar o Senhor, obedecer ao Senhor e entregar a própria vida a Cristo, consentindo que Ele seja o “Grande-eu-sou” do seu relacionamento conjugal. Pois com Cristo: os problemas serão resolvidos com mais facilidade, haverá perdão entre os cônjuges; a família será mais unida, a paz tende a reinar entre pais e filhos, as indiferenças familiares serão aniquiladas e o amor aperfeiçoado no relacionamento familiar.

Obviamente, para vencer as tempestades no relacionamento e ter intimidade com o Senhor os cônjuges devem ter atitudes, observando a orientação do apóstolo Paulo aos casais da igreja estabelecida em Éfeso. À mulher o conselho é para que ela seja submissa (sujeita) ao marido, como se fosse ao Senhor, isto porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja (Efésios 5:22-23). O que muitas delas não aceitam é o que diz o versículo seguinte: “De sorte que assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Efésios 5:24).

Aos homens, o discípulo foi mais incisivo. “(...) amai vossas mulheres, como Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo, igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como, também, o Senhor à igreja; Porque somos membros do seu corpo. Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Assim, também, vós, maridos, cada um ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido” – Efésios 5:25-33.

Em assim sendo, maridos e mulheres precisam entender que, a partir do momento que “descem” do altar e vão residir numa nova residência a situação é diferente. A partir dali deixarão seus pais. Este “deixar” é geográfico, financeiro, emocional e público, tendo compromisso um para com o outro, vivendo a unidade de uma só carne e a intimidade peculiar ao casal.

Portanto, cada ser humano deve imitar os apóstolos de Jesus e manter comunhão com Deus (Jeremias 19:12-14), ler e meditar nas escrituras (Josué 1:9), conhecer a verdade (João 8:32) que transforma pela renovação da mente (Romanos 12:1-2), pois da forma como repreendeu o evento e o mar, Jesus vai acalmar as tempestades que avassalarem seu relacionamento conjugal ou sua vida profissional, moral e espiritual. Se cada cônjuge cumprir seus deveres e obrigações, conforme mandamento do Senhor, certamente o casal viverá maravilhosamente.

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Consultas:
Bíblia Mundo Bíblico – Online
Bíblia Almeida Século 21. Editora Vida Nova. São Paulo. 2010

Revisão:
Mariana Gouveia – Campina Grande/PB